Galera, chega mais porque a Caravana da Taça Cidade de São Paulo foi até o CE Brasilândia, no sábado, 26 de setembro, e voltou com assunto.
Sete partidas das categorias Sub-13, Sub-15 e Sub-17 passaram pelo campo. E assim: teve time discutindo com o travessão logo cedo, gol por cobertura, outro com sete segundos de segundo tempo, jogador saindo do único lugar disponível no banco para mudar o jogo, duas expulsões para o mesmo lado, golaço depois de domínio no peito e chute de longe no ângulo.
E quando todo mundo já tinha história suficiente para contar?
Vieram os pênaltis.
Então senta, porque esse sábado foi longo.
Projeto Elias 0 x 2 Associação CEF | Sub-13

A primeira partida nem tinha engrenado direito e a Associação Centro de Excelência de Futebol já tinha um pequeno problema com o travessão.
Uma bola.
Depois outra.
Assim, pessoalmente.
Arthur Henrique ainda apareceu para defender uma cobrança de falta pelo Projeto Elias, enquanto do outro lado a pergunta continuava: essa bola vai entrar ou não?
Lorenzo Miguel resolveu que sim.
Na saída do goleiro, mandou por cima dele e abriu o placar com um belo gol por cobertura.
E se o Projeto Elias voltou do intervalo pensando “agora a gente busca”…
Amigo.
Sete segundos.
Foi o que Pietro precisou para marcar o segundo. O segundo tempo mal tinha colocado a chuteira.
O Projeto Elias ainda tentou diminuir, mas encontrou uma defesa bem fechada pela frente. No fim, 2 a 0, com Lorenzo Miguel como destaque da partida.
Clube Pequeninos do Meio Ambiente 0 x 0 Associação CEF | Sub-15

O primeiro tempo foi daquele tipo em que ninguém queria entregar o babado.
Poucas chances, jogo travado e 0 a 0.
Aí veio o intervalo e entrou Bruno Zidane.
Detalhe importante para a resenha: ele era a única opção de substituição do Pequeninos.
Entrou com vontade e o time ficou mais agressivo. A Associação CEF respondeu à altura e mandou uma bola na trave.
Na reta final, quando parecia que alguém poderia finalmente resolver essa história, os goleiros entraram no meio da conversa. Pietro salvou o Pequeninos e, do outro lado, o goleiro da Associação também apareceu.
Depois de tanta ameaça?
0 a 0. Ninguém contou o segredo.
CPMA 0 x 3 ASSOCIAÇÃO CEF| Sub-15

Esse começou devagarzinho.
Sol forte, jogo equilibrado, bola passando pelo meio, tentativas pelas laterais…
Até um escanteio mudar o assunto.
Pedro Henrique aproveitou a cobrança e abriu o placar para a Associação Centro de Excelência de Futebol.
Até aí, tudo sob controle.
Aí veio o segundo tempo.
O Clube Pequeninos do Meio Ambiente perdeu um jogador expulso.
Depois perdeu outro.
Sim. Dois a menos.
Mesmo em desvantagem, a equipe continuou tentando buscar o empate. Só que segurar o adversário ficou cada vez mais complicado.
Henrique acertou um chute forte da entrada da área para fazer o segundo e Pedro Lucca, de cabeça, fechou a conta.
O jogo que começou equilibrado terminou 3 a 0.
Escalou rápido essa partida, viu.
Associação CEF 3 x 0 EF Estudante Paulista | Sub-13

A Associação CEF entrou em campo e, com 55 segundos, já tinha mandado uma no travessão.
Assim: nem deu tempo de perguntar como estava o jogo.
A equipe seguiu pressionando até Kuãzinho aparecer para abrir o placar perto do intervalo.
Na volta, Amorim tirou do goleiro e ampliou.
E então Alemão ganhou uma falta.
Barreira montada.
Bateu por cima.
A bola caiu no canto.
Golaço.
3 a 0 para a Associação CEF e uma coleção de três gols bem diferentes para garantir a vitória.
A A LCAR 3 x 2 EF Estudante Paulista | Sub-17

Agora segura essa porque cinco gols passaram por aqui.
Ryan abriu o placar para o A A LCAR antes dos dez minutos, aparecendo na segunda trave para completar o cruzamento.
O Estudante Paulista foi buscar.
E Davi decidiu que empate simples não estava nos planos.
Recebeu uma bola alta.
Dominou no peito.
E mandou uma pancada para o gol.
1 a 1 e todo mundo para o intervalo com uma história começando a ficar interessante.
Na segunda etapa, Lucas de Oliveira converteu um pênalti e colocou o A A LCAR novamente na frente.
Aí Gustavo Monteiro resolveu aparecer.
Chute de longe.
No ângulo.
3 a 1.
Mas o Estudante ainda não tinha encerrado a conversa. Vinícius Severo aproveitou uma bola viva dentro da área, diminuiu para 3 a 2 e devolveu emoção para a partida.
Parou por aí.
Vitória e classificação do A A LCAR, com Gustavo apontado como destaque depois daquele golaço de fora da área.
Esporte Clube Winners 1 x 1 EF Estudante Paulista | Sub-15

Aqui o primeiro tempo passou quietinho.
O segundo?
Resolveu compensar.
Diogo Gabriel abriu o placar para o Winners. O Estudante Paulista respondeu alguns minutos depois: cobrança de bola parada de longe, defesa do goleiro e Zinho esperto no rebote para empatar.
O Winners ainda tentou recuperar a vantagem, mas Maxwell Nogueira apareceu com uma ótima defesa.
1 a 1.
E como esse era um confronto eliminatório, a conversa precisou continuar na marca do pênalti.
Nas cobranças, o Estudante Paulista levou a melhor e garantiu a classificação.
E vamos combinar: disputa de pênaltis já é um nível de entretenimento que ninguém pediu para assistir com tranquilidade.
Esporte Clube Winners – 0 (5) x (4) 0 – Escola Bola na Rede – Pirituba | Sub-17
Último jogo do dia.
Todo mundo cansado?
Talvez.
O roteiro?
Nem um pouco.
Winners e Bola na Rede fizeram uma partida equilibrada, e os goleiros começaram a avisar cedo que não pretendiam facilitar.
Riquelme Alves salvou o Bola na Rede no primeiro tempo. Na etapa final, Matheus Alves, o Rato, respondeu pelo Winners.
Até que veio a chance de resolver tudo ainda no tempo normal.
Pênalti para o Bola na Rede.
Lucas Jesus foi para a cobrança.
Rato foi para o gol.
E o goleiro do Winners defendeu.
Pouco depois, Riquelme também voltou a aparecer com outra grande defesa.
Resultado? 0 a 0.
E, aparentemente, depois de uma decisão por pênaltis no jogo anterior, o futebol olhou para a programação e falou:
faz outra.
Dessa vez, o Winners levou a melhor por 5 a 3 nas cobranças e garantiu a classificação.
E o Rato? Bom, ele já tinha passado pelo teste dos pênaltis antes mesmo de o jogo decidir que terminaria neles.
E a Caravana achou que ia só assistir a sete jogos…
Começamos o sábado com duas bolas no travessão.
Terminamos com uma classificação decidida nos pênaltis.
No caminho, apareceram gol por cobertura, gol com sete segundos de segundo tempo, jogador saindo do único lugar disponível no banco, duas expulsões, falta no canto, domínio no peito seguido de golaço, chute no ângulo e goleiros salvando suas equipes.
Tudo isso no mesmo campo.
É exatamente por isso que a Caravana da Taça continua percorrendo São Paulo.
Porque depois o resultado vai para a tabela e parece tudo muito simples: 0 a 0, 2 a 0, 3 a 0, 3 a 2…
Só que quem estava lá sabe.
A história completa nunca cabe no placar.


