O sonho chegou na Mercado Livre Arena Pacaembu e depois disso, nada mais é pequeno

Foram meses de treino depois do trabalho, depois da escola, depois do cansaço. Campos distantes, ônibus cheios, chuteiras gastas e aquela mistura de nervosismo com esperança que só quem vive a base entende.A temporada da Taça Cidade de São Paulo não foi curta nem simples. Foi longa, intensa e, para muitos desses jovens, decisiva.

E toda essa jornada culminou no dia 06 de dezembro de 2025, quando a Mercado Livre Arena Pacaembu recebeu asFinais do Futebol Masculino da Taça Cidade de São Paulo, com entrada gratuita, arquibancadas vivas e uma cidade inteira representada dentro de campo.

Na ocasião, a presença solene  do Secretário de Esportes da Cidade de São Paulo, Rogério Lins, reforçou o compromisso institucional com o esporte como política pública.

Além disso, os atletas Monique Somose, muralha consagrada do fut7 e referência para quem sonha em defender um gol sem pedir licença e Edílson Capetinha, com sua irreverência histórica e aquele carisma que atravessa gerações, transformaram a arquibancada em resenha boa e lembraram que futebol também é arte e ousadia.

Paulo Silas, embaixador do futebol de campo masculino, representou a ponte entre passado, presente e futuro do jogo, acompanhando de perto decisões que podem marcar o início de grandes trajetórias. Somaram ainda as criadoras de conteúdo Naty Potira e Bárbara Maia, ampliando o alcance das histórias que nasceram ali dentro das quatro linhas.

Para alguns, a final representava a chance de levantar uma taça histórica. Para outros, era mais do que isso:era a possibilidade de provar que o futebol pode abrir caminhos, ajudar a família, construir disciplina, foco e dignidade. Porque aqui, antes de formar atletas, o esporte forma gente.

No fim das contas, era mais do que final. Era encontro, troca e aquela sensação boa de que o futebol segue vivo quando quem vive o jogo caminha junto.

Por isso, vamos relembrar como foi cada uma dessas finais emocionantes. Vale a pena ver de novo. 

Final Sub-11

Associação Esportiva Unidos da Vila 2 (2) x (4) 2 GP Soccer Caju – Campo Limpo

Logo cedo, ficou claro que ninguém chegaria àquela final por acaso. Unidos da Vila e GP Soccer Caju entregaram um jogo elétrico, com alternância de domínio, respostas rápidas e emoção até o último segundo.

O Unidos saiu na frente com um golaço de bola parada, mostrando maturidade e coragem. O GP respondeu ainda no primeiro tempo, aproveitando uma falha na saída adversária. No segundo tempo, o roteiro seguiu intenso: o Caju virou, o Unidos empatou logo em seguida e o jogo ganhou contornos dramáticos.

Nos pênaltis, o GP Soccer Caju foi mais eficiente e garantiu o título. Fica o reconhecimento ao Unidos da Vila, vice-campeão com uma campanha sólida, competitiva e cheia de identidade. Final de respeito para duas equipes que honraram a categoria.

Final Sub-13

SF Itapecerica da Serra 3 (3) x (5) 3 Grêmio Botafogo F.C. – Guaianases

Uma daquelas finais que entram para a memória de quem estava no estádio. O jogo começou estudado, mas ganhou intensidade rapidamente. O Grêmio Botafogo abriu o placar, viu o Itapecerica reagir, virou, sofreu o empate, voltou a pressionar e assistiu a partida escapar para os pênaltis.

Foi um duelo de persistência, bolas paradas bem executadas e muita entrega coletiva. Nos pênaltis, o Grêmio Botafogo mostrou frieza e conquistou o título. O S.F Itapecerica da Serra sai como vice com a cabeça erguida, depois de uma atuação corajosa, ofensiva e digna de final.

Final Sub-15

EC Vaspro – Ipiranga 5 x 0 GR Esperança – Parelheiros

Aqui, o Vaspro foi cirúrgico. Desde o primeiro tempo, a equipe mostrou organização, intensidade e aproveitamento máximo das oportunidades. Mesmo com maior posse de bola do Esperança em alguns momentos, foi oVaspro quem transformou volume em resultado e levantou o troféu da categoria.



O segundo tempo consolidou a superioridade, com gols em sequência e domínio emocional da partida. Uma final segura, madura e muito bem executada. Ao G.R Esperança, fica o mérito da campanha até a decisão, atravessando fases duríssimas e representando com orgulho sua região.

Final Sub-17

Aliança Escola de Futebol – Santo Amaro 1 (5) x (4) 1 Alfa Academy – Penha

Se a palavra fosse equilíbrio, ela caberia inteira aqui. O Aliança teve mais posse, o Alfa foi mais direto e perigoso. O gol do Aliança veio em bola parada, o empate do Alfa nasceu da insistência e da leitura de jogo no fim da partida.

Nos pênaltis, os goleiros assumiram o protagonismo e transformaram a decisão em um teste psicológico extremo. O Aliança levou a melhor e ficou com o título, em uma final que mostrou maturidade tática, controle emocional e respeito mútuo.

O Alfa Academy, vice-campeão, sai fortalecido. Jogou de igual para igual, competiu até o último chute e mostrou porque chegou à decisão.

Muito além do resultado

Cada final teve um campeão. Mas todas tiveram vencedores. Atletas jovens que aprenderam a ganhar e a perder, a respeitar o adversário, a ouvir o treinador, a confiar no coletivo e a entender que o futebol não promete atalhos, mas oferece caminhos.

A Taça Cidade de São Paulo é mais do que um campeonato. É um território de formação, pertencimento e futuro. Aqui, o placar termina no apito final, mas o aprendizado segue para a vida inteira.

Que 2026 venha ainda maior. Com mais histórias, mais oportunidades e mais jovens acreditando que sonhar vale a pena, principalmente quando o sonho é construído com trabalho, coragem e comunidade.

Nos vemos na próxima temporada. 💚⚽